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Senhor, preciso de um remédio! – Uma historinha sobre consultoria, planejamento e marketing November 30, 2009

Posted by felipecliff in planejamento.
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Olá everybody!

Hoje bateu aquele espírito senhor Miyagi (do karatê Kid), e eu pensei em falar sobre consultoria, planejamento e marketing através de uma historinha. Então, “Leitor San”, vamos começar!

Em um antigo e distante monastério, que ficava no mais alto topo de uma grande montanha, vivia um sábio mestre, o qual constantemente atendia vários moradores locais que buscavam rémedios para cura e prevenção de males físicos e mentais.

Muitos dos moradores dos vilarejos próximos e até mesmo viajantes distantes, passavam horas, dias e as vezes semanas para serem atendidos. Isso porque o mestre sempre buscava entender qual o real problema da pessoa, para assim não precisar receitar novamente a mesma pessoa com o mesmo mal, o que o permitia atender uma quantidade ótima de pacientes.

Certo dia, durante uma bela manhã de sol, o monastério recebeu a visita de um distante viajante, o qual viera com o único propósito de receitar-se com o  sábio monge.

Calmamente, o monge disse:

- Olá viajante. Bom dia e seja bem vindo a minha estimável residência. – falou o sábio com um sincero sorriso e uma enorme educação.

- Mestre, estou com dor de cabeça fortíssima e preciso de um rémedio. – disse o homem de forma apressada, deixando para trás toda e qualquer preocupação com a forma com a qual se direcionava ao mestre, parecendo bastante aflito e focado apenas no mal que sofria.

O sábio Mestre, apesar de ter notado a falta de educação do viajante, imaginou que o mesmo poderia estar com um severo problema e, por isso, preferiu dar continuidade sem reprimir o viajante.

- Diga-me, onde mais dói em sua cabeça? – Perguntou o monge.

- Na cabeça mestre, sei que tenho dor de cabeça. – respondeu o viajante

O mestre então continuou:

- E a quanto tempo sente isso?

- Não sei, sei que dói minha cabeça e já faz algum tempo, mas não sei nem uma média. – respondeu o homem parecendo aflito.

- Tens tomado algum medicamento? – perguntou o mestre.

- Não sei. Porque quem cuida disso é minha enfermeira particular, que fica em minha casa, e que sempre dissolve os medicamentos em minhas bebidas. Mas ela não me diz o que preciso tomar e nem eu pergunto, porque tenho muita coisa já para me preocupar, e só me preocupo com essa coisa de remédio e saúde quando fico muito mal. – respondeu o viajante.

- Você já sofreu de algum problema antes desse? – perguntou o mestre, intrigado com o caso, e tentando descobrir uma forma de entender a causa do mal que aflingia o viajante.

- Pode ser que sim, pode ser que não. Na realidade eu não lembro. E para falar a verdade mestre, nem faço questão, lembrar de coisa ruim não pode trazer nenhum benefício, certo? – falou o viajante com um sorriso tímido.

Durante mais de uma hora o mestre continuou fazendo perguntas ao viajante, tentando saber com precisão o que realmente acontecera com ele, e que o levou àquela dor de cabeça constante.

Finalmente, o mestre chegou a uma conclusão:

- Teu caso é um pouco mais complicado do que eu imaginava, filho.- falou o sábio monge.

- Então…então…quer dizer que meu caso é sério, mestre? – falou aterrorizado o viajante.

- Sério ainda não posso dizer se é realmente, mas complicado é porque tu não sabes de ti ou de tua saúde. – continuou o mestre.

- Portanto, deveis ficar aqui durante 1 mês ou um pouco mais, pois será o tempo necessário para que eu possa ver com meus próprios olhos como tu passas teu dia-a-dia e, assim, poderei descobrir do que realmente sofres. – falou o mestre, com calma e sapiência em seus olhos.

- UM MÊS! – precipitou-se o viajante.

- Não, não! Impossível mestre! Tenho que voltar para casa amanhã, tenho trabalho, família, contas a pagar e a cobrar e várias outras coisas! O máximo que posso é ficar hoje aqui e amanhã cedo irei embora com qualquer rémedio que o senhor achar melhor. – falou o homem de forma aspída.

O sábio monge, então, levantou-se da cadeira e foi caminhando calmamente até um antigo baú de madeira maciça, trancado por um grande e robusto cadeado. Puxou de dentro de sua camisa uma bela chave de ouro, introduzindo-a no cadeado e sutilmente levantou a tampa do baú. Após alguns segundos, o mestre voltava com uma pequena caixa de madeira com uma singela fechadura de aço. Antes, de entregar, porém, a caixa ao viajante, o mestre começou a escrever algo em um pequeno pedaço de papel, o qual, após terminar de escrever, dobrou-o, colocou-o em um envelope de papel e o selou com parafina derretida. E assim caminhou até o viajante e entregou ao mesmo a caixa e o envelope com um simpático sorriso. E disse:

- Aqui está o teu remédio, viajente. Ele te curará de todos os males presentes e futuros. Peço, entretanto, que só utilize-0 em casa, as intruções estão dentro do envelope que lhe entreguei.

- Grato mestre! Sabia que o senhor teria uma resposta rápida para meus anceios e males! – falou sorridente o viajante e saiu sem se despedir do mestre, apressado como fora durante todos os minutos que passara ali dentro do antigo monastério.

Após voltar descer o enorme monte e voltar para o hotel, o viajante arrumou apressadamente suas malas, pegou tudo que tinha, ou conseguiu lembrar, de pegar e foi o mais rápido possível para o aeroporto. Nem mesmo lembrara que havia deixado a caixa em sua mochila, e somente despertou para o fato quando sentou no avião e sua cabeça começou a incomodá-lo novamente.

O viajante, então, esperou, obrigado pela aeromoça, que o avião se estabilizasse e pegou a mochila com o remédio concedido pelo monge, ignorando a instrução de utilizá-lo somente em casa.

Ao abrir a mochila, o viajante pegou o envolope, abriu e leu:

“Não te conheces, nem queres conhecer a ti mesmo, portanto este é o único remédio que conheço. Boa sorte.”

O viajante pegou, assim, uma chave que se encontrava dentro do envelope, junta à carta e a inseriu na fechadura da pequena caixa de madeira. Ao abrir a caixa, viu um belo objeto dourado. Duvidoso, e já com algum sentimento de raiva e vergonha o homem leu a inscrição no objeto:

“Lâmpada mágica. Aqui mora o Gênio da Lâmpada, o que você não sabe e ninguem mais sabe, certamente, ele saberá!”

E, logo abaixo, viu uma etiqueta que tinha escrito:

“Preço: 1,99. Made in Paraguai”

 

 

Sayōnara para vocês! E até a próxima!

Felipe “Cliff” Almeida

Neverend Experiencial Comunication

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